12.23.2008

SAVAVE LANÇA CD PROMO

Savave é formado por Thiago Pródigo e Nave. A dupla surgiu em 2002 na cidade de Curitiba. Influenciados pela cultura e pela música brasileira, com pitadas de soul, funk e jazz, fazem uma mistura bem original. No ano de 2004 lançaram juntamente com o Dj Jeff Bass o seu primeiro registro sonoro, a mixtape intitulada “Vindo de baixo um som pra tocar alto”, que trazia sons sobre relacionamentos, trabalho, boemia, enfim, o cotidiano dos jovens brasileiros. A dupla abriu e participou de shows de Helião e Negra Li, Jacksom, Marechal, Max B.O, Akrobatik (lenda do rap underground nos Estado Unidos) e do Marcelo D2. Participaram das coletâneas “Raps de Verão Vol. II” do rapper Paulo Napoli, da “Coligações Expressivas” do DJ/Produtor Caíque e estão na mixtape “Zero Grau” do selo curitibano Track Cheio, e marcaram presença no mais recente disco do grupo paulistano Contra Fluxo (Superação). Agora em 2008, está colocando nas ruas a “PromoTape – Feito Sob Medida” com 07 faixas em mp3 no formato de minicd, o intuito é promover o primeiro álbum da dupla, que está sendo produzido para ser lançado até o final deste ano. Savave vem buscando a evolução a fim de atingir o maior número de pessoas dos mais variados núcleos."

12.08.2008

Último álbum de uma lenda do Gangsta RAP

Um dos maiores emcees a sair do Sul dos EUA, Scarface está de volta, pronto para seu último ato. Membro do lendário grupo Geto Boys e com 20 anos de carreira, Face anunciou o fim de sua carreira solo com o lançamento do álbum Emeritus. Diga-se de passagem, o nome do disco não poderia ser mais apropriado: emérito é um título recebido por professores aposentados que se destacaram durante a carreira.
E, mesmo nesta despedida, Scarface continua ensinando os mais jovens com seu impecável lirismo, compilando histórias sobre seu bairro e sabedoria de rua. Apesar de, em recentes entrevistas, ele ter mostrado certo desânimo com o Rap, isso não é nem um pouco perceptível no álbum. A voz grave e o flow passional continuam lá, firme e fortes, enquanto ele passeia pela diversidade de beats do disco. High Powered, o primeiro single, tem potencial radiofônico, com seu loop meio sintetizado e refrão raggamuffin, embora as letras sejam típicas de Face, que ainda aproveita para atacar o desafeto Lil Troy. Can't Get Right, com participação de Bilal no refrão, mostra o lado mais político de Face, algo que pode ser verificado também no clipe da música. Forgot About Me tem um sample vocal espetacular no refrão, enquanto a batida quebrada e simples revela-se perfeita para os convidados Lil Wayne e Bun B rimarem. O primeiro usa algumas metáforas infantis, mas é o veterano do UGK que se destaca, enquanto Face resume tudo com seus primeiros versos: "Eu sou tão verdadeiro e tão durão quanto os outros(...) / eu sou um gangsta original, eu te digo como faço / eu pego os caras no pulo quando eles vêm de conversa fiada(...) Nunca esqueça de onde eu vim, filho / eu sou respeitado nas ruas que comando". Outros destaques são Who Are They, que junta Face Mob a outra lenda do Sul, o emcee K-Rino; High Note tem um beat bem soul, com strings destacadas, enquanto Soldier Story conta com ótima performance de Z-Ro cantando o refrão. Por fim, Emeritus, a última faixa, mostra novamente as rimas hardcore de Face sobre uma batida suingada. Com um trabalho sólido do começo ao fim, Scarface despede-se de sua carreira solo de maneira bastante honrada. Talvez tenha faltado aquela faixa espetacular, para alavancar o disco e marcar de vez a despedida, ou então uma participação dos velhos amigos de Geto Boys, Willie D e Bushwick Bill. De mais a mais, Face mostra uma característica em falta atualmente: ele aposenta-se do jogo tão verdadeiro a sua raiz quanto em seu primeiro álbum: nada de tentativas pop, nem super hits. Apenas rimas fortes, verdadeiras, cruas. E isso foi o bastante para levá-lo ao Hall da Fama. Scarface - Emeritus 01. Intro (feat. J Prince) 02. High Powered (feat. Papa Rue) 03. Forgot About Me (feat. Lil Wayne & Bun B) 04. Can´t Get Right (feat. Bilal) 05. Still Here (feat. Shateish) 06. It´s Not A Game 07. Who Are They (feat. K-Rino & Slim Thug) 08. Soldier Story (feat. Z-Ro) 09. Redemption 10. High Note 11. We Need You (feat. Wacko Of UTP) 12. Unexpected (feat. Wacko Of UTP) 13. Emeritus 14. Outro
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12.03.2008

Woody Allen deseja filmar biografia de lenda do Jazz

Aos 73 anos, o autor, ator, diretor e músico (ufa!) Woody Allen acaba de estrear mundialmente a produção Vicky Christina Barcelona, já está trabalhando em um novo filme, e, em entrevista a um jornal alemão neste fim de semana, disse que deseja biografar jazzistas no cinema. Quem seria o primeiro da lista? Louis Armstrong, conhecido popularmente pelo hit "What a Wonderful World", e primeiro grande solista do trompete no Jazz. O trompetista e cantor Louis Armstrong Allen, porém, afirma que não sabe se conseguirá levar o projeto para frente, já que uma produção desta demandaria um financiamento muito grande. O cineasta sempre trabalhou com pequenos orçamentos em suas produções, entre elas as recentes Match Point, Scoop: O Grande Furo e Dirigindo no Escuro. O cineasta não descarta ainda levar ao cinema a vida de outras estrelas do jazz, mesmo considerando Armstrong o seu favorito para as telas. Além disso, diz que no futuro, quer continuar escrevendo, dirigindo e tocando música. Allen é clarinetista de uma banda de jazz, a New Orleans Jazz Band.

11.28.2008

VENCEDORES DO PRÊMIO HUTÚZ 2008

O prêmio Hutúz, tradicional evento que contempla os destaques da cultura Hip-Hop brasileira, já tem os vencedores da edição de 2008. Destaque para o grupo Realidade Cruel, vencedor nas categorias melhor grupo e melhor álbum, e o M.C. Kamau, que levou o prêmio de melhor música do ano, com "Poesia de Concreto". Confira os outros vencedores: Revelação do Ano: A–286 e Renegado Melhor Grupo Norte/Nordeste: Consciência Nordestina Produtor Revelação: Ariel Feitosa

Melhor Vídeo-clipe: "Brasil com P" - GOG

Destaque do Break: Amazon B-boy

Destaque do Graffiti: Vespa (SP)

Hip-Hop, Ciência e Conhecimento: "Pelas Periferias do Brasil Vol.2" (Vários, Curadoria: Alessandro Buzo)

Melhor DJ de Grupo: DJ Rodrigo - Inquérito

Demo Masculino: "Amizade é Coisa Séria" – Vozes do Gueto (RJ)

Demo Feminino: "Mulher de Atitude" – Mulheres de Atitude (ES)

Grupo ou Artista Solo: Realidade Cruel

Destaque Gospel: Márcio Attack Versos

Melhor Álbum: "Dos Barracos de Madeira aos Palácios de Platina" – Realidade Cruel

Melhor Música: "Poesia de Concreto" - Kamau

Melhor website de grupo de Rap: Renegado

9.15.2008

O BLOG VAI MUDAR!!!

O BLOG VAI MUDAR!!! O BLOG VAI MUDAR!!! O BLOG VAI MUDAR!!! O BLOG VAI MUDAR!!! o blog vai mudar!!! O BLOG VAI MUDAR!!! Aguarde!

10.17.2007

DESCULPE-ME, FÁBIO

Minha primeira postagem é sobre um trabalho de reportagem para a universidade, onde todas as matérias feitas pelos alunos deveriam ser publicadas no jornal mensal. Isso foi no primeiro semestre de 2007. Resolvi unir o útil ao agradável, fazendo uma matéria sobre RAP, falando de um dos expoentes do gênero nos últimos tempos que, particularmente, considero um dos melhores artistas brasileiros da música atual: Fábio Luiz, conhecido como Parteum. Depois de um pronto atendimento do entrevistado e da sua assessoria de imprensa (que foram um tanto atenciosos e prestativos), finalizei o trabalho com êxito e de lambuja ganhei boas fotos. Tanto trabalho para nada: não saiu nenhuma folha sequer deste jornal. Espero me redimir com este post, com minhas sinceras desculpas pela falta de capacidade da universidade onde estudo. Foi mal, Parteum...



O RACIOCÍNIO QUEBRADO QUE CONSTRÓI

Parteum faz releitura do RAP e inova maneira de fazer música

Por: Ricardo Garcia



Para entendermos o trabalho multimídia de Fábio Luiz, conhecido como Parteum, basta analisar seu currículo musical: M.C., produtor, beatmaker e se necessário, instrumentista também. Com álbuns, singles e mixtapes sendo lançados quase que periodicamente, produções e remixes de artistas consagrados, como: Ed Motta, Fernanda Porto, Cláudio Zóli e outros, vai emanando sua sonoridade e seu raciocínio, que ele denomina 'quebrado', para todos. Seja ou não do Hip-Hop.
Seus dois úlitmos trabalhos agitaram o cenário Underground. Ousou, ao fazer um remix sampleando 'Cultura racional', hit do período em que o síndico Tim Maia lançou sua pérola 'Tim Maia Racional'. Lançou no último dia 2 sua mixtape 'Meditatio', onde experimenta ainda mais em seus timbres complexos e um tanto interessantes.
Com isso e mais, Parteum integra uma casta de novos músicos autodidatas, que mostram a nova faceta de um artista nos tempos modernos e cada vez mais digitais. Com os avanços tecnológicos, não é preciso sonhar demais para fazer um trabalho musical bom e 100% caseiro. E com seus ouvidos apurados, que apreciam desde Radiohead até Nas, inova o jogo do Hip-Hop, onde predominava o "Padrão Racionais" de fazer RAP, com letras diretas e nem sempre agradáveis. As rimas de Parteum fazem o abstrato ter sentido e o que tem sentido tornar-se surreal. Característica da nova escola do RAP brasileiro, que surgiu em meados de 2000, com novas abordagens e propostas de fazer música.
Assim, uma nova bandeira é levantada dentro do militante Hip-Hop do Brasil. Algo que traz um novo fôlego e uma nova visão, mostrando a riqueza e o futuro que uma cultura de rua possui, desde os tempos de seus criadores Afrika Bambaataa e Kool Herc. Então assim, sem nenhum tipo de discriminação, todos ouvem RAP sem culpa. E gostam.



Parteum (a direita, de boné), DJ Suissac (ao fundo) e Secreto (a esquerda) formam o grupo Mzuri Sana

Ricardo: Do garoto Fábio Luiz até o artista multimídia Parteum. Conte um pouco da sua trajetória.
Parteum: São 9 anos desde a primeira visita ao porão da casa dos pais do Spy ali na Penha, são 12 anos desde que pisei em L.A. pela primeira vez e gastei metade da grana da faculdade em 12 polegadas de vinil no segundo dia de viagem, 19 anos desde que fui buscar minha irmã numa aula de piano e passei a estudar com os livros dela escondido...os mesmos 19 anos desde que ganhei meu primeiro skate. De alguma forma tudo isso aparece na música, não teria outro jeito de dizer quem sou, senão dizendo por onde passei e o que fiz.

R: Qual é o panorama atual do RAP brasileiro na sua opinião? O que já foi atingido e o que falta conquistar?
Parteum:
Tem tanta coisa a ser feita, tanta coisa a ser resolvida, porém temos liberdade, direção. Falta tino comercial e percepção na minha opinião. É preciso entender que para que sejamos reais 24/365 as contas devem estar pagas, as músicas devidamente registradas, os discos devem estar nas gôndolas dos hipermercados, e é lógico devemos fazer com que todo mundo entenda que a conta das gravadoras costuma ser 60% do investimento num disco para marketing/divulgação/PDV e 40% para produção real do álbum. Quanto mais você promover seu trampo e baratear o custo da operação, mais você poderá contar com fundos para gastos extras da gravação, como uma segunda mixagem de uma faixa específica , ou uma masterização fora do país. São em momentos como esse que percebemos quem são os homens de negócio, os artistas e os que podem fazer as duas coisas simultaneamente.

R: Mzuri Sana, Rima Rhara, trabalhos solo, mixtapes, produções, remixes, trilhas sonoras, DVD... Você está sempre municiando os ouvidos dos seus fãs. Acha que essa frequência em lançar os trabalhos musicais é uma tendência ou uma necessidade nos tempos modernos?
Parteum:
Eu só pretendo fazer isso por mais algum tempo, pouco tempo na verdade. Uma vez que a idéia principal dos meus trabalhos estiver difundida a frequência vai diminuir naturalmente. O que fiz até agora me ajudou muito. Posso passar 3 meses do ano fazendo trilhas para um seriado por exemplo, e usar parte do que recebo em novos equipamentos e mais horas num estúdio da cidade. Eu detesto a idéia de que hoje em dia qualquer um grava um disco em casa e isso é suficiente para que uma carreira "real" seja concebida. Esse é o primeiro passo na real. Se de alguma forma os artistas, de qualquer estilo musical, tem algum poder sobre a arte (e a divulgação), isso só ocorre pela razão mais óbvia: O fim da indústria dos grandes investimentos, dos artistas contratados que só recuperam o investimento da gravadora no segundo, terceiro disco. Tudo é bem mais imediato agora, e até por absorver as informações do mundo nessa velocidade, acredito que é justo jogar de volta para o universo parte da loucura que me acompanha diariamente.

R: O que vai ditar o futuro da música RAP? A criatividade do artista ou as tecnologias e recursos cada vez mais versáteis e acessíveis ao alcance?
Parteum:
Acho que um pouco dos dois. A tecnologia ajuda muito, dá poder e cria parâmetros para qualquer garoto de periferia munido de um computador, um programa sequenciador e alguns timbres. Falo do mesmo garoto que um dia desses vai sair de casa e num estúdio maior descobrirá quanto ele não sabe sobre o universo em que se envolveu, e mesmo assim quanto suas idéias fazem diferença nesse mundo. Isso é maior que a música. Concordo com Nas quando ele diz que o Hip-Hop morreu, pois a grande maioria dos garotos e garotas que se envolvem com a cultura lá fora querem as correntes e os carros, o estilo de vida do Jay-Z, por exemplo. Já por aqui, eles querem um lugar ao sol e alguém para ouví-los antes que seja tarde demais. O Hip-Hop que conheci ouvindo Double Trouble, Toddy Tee, D.O.C., Just Ice, Boogie Down Productions, Rakim e Public Enemy com meu irmão não existe mais, percebemos um ou outro traço dele aqui e ali, mas é só. É cedo para que eu diga se é melhor ou pior, mas com certeza é um outro monstro.